Arquivo anual 2021

porAbeform

Termo de Ajustamento de Conduta. Uma Conquista para os Associados

A pandemia do COVID-19 troxue inúmeros desafios e, para o setor de eventos que foi o mais atingido durante esses meses, não foi diferente. Inúmeros cancelamentos e pedidos de devolução dos valores pagos se tornaram rotina entre os nossos associados.⁣⁣⁣


Como uma forma de tentar amenizar os impactos negativos gerados por esses cancelamentos e devoluções, a ABEFORM (Associação Brasileiras das Empresas de Formatura), juntamente com a Agência Geral da União e o Ministério Público Federal, formalizaram o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta). Esse documento visa formalizar a conduta a ser seguida pelos associados em casos de remarcação e cancelamento das festividades por parte dos formandos.⁣⁣⁣


No caso de remarcação a orientação principal é que as comemorações que estavam agendadas entre Março de 2020 e Dezembro de 2022, sejam reagendadas para uma data próxima ao que foi originalmente planejado, com a manutenção dos serviços contratados e sem cobranças adicionais (salvo exceções que possam surgir). A data deverá ser escolhida entre os formandos e a empresa contratada, de forma que seja benéfica para todos os envolvidos.⁣⁣⁣


Agora, caso algum formando deseje desistir individualmente das celebrações, ele não terá direito ao reembolso e terá que arcar integralmente com a sua quota no pacote, salvo casos devidamente comprovados.⁣⁣⁣
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A TAC é uma grande conquista para o setor de formaturas e para todos os nossos associados, que já vem sofrendo com os reflexos da pandemia e mostra o quanto que a força do associativismo faz a diferença. É uma forma de tentar minimizar os prejuízos sofridos pelo setor nesses tempos onde não foi possível exercer o nosso trabalho.⁣⁣⁣
Pensar no coletivo é a melhor forma de conseguirmos superar os desafios que são impostos durante a nossa trajetória!

porAbeform

Pandemia COVID-19: Um olhar de quem está por dentro do setor de eventos

A crise instaurada pela pandemia do COVID-19 atingiu em cheio todos os setores da economia e, principalmente, o setor de eventos, já que este teve suas atividades paralisadas desde o início da pandemia e segue sem ter nenhuma perspectiva de retorno. Dessa forma, podemos perceber que algumas empresas tiveram que reduzir o seu quadro de funcionários e enxugar algumas despesas, como foi no caso do Grupo Promove, que reduziu em 15% o seu quadro de funcionários. Segundo o empresário Maurício Corrêa, responsável pelo Grupo Promove que tem atuação no Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, o maior dificultador dessa crise é a falta de apoio do poder público com o setor de eventos, já que não foram criadas políticas de apoio voltadas exclusivamente ao setor mais prejudicado nesta crise.


Uma forma encontrada pelo Grupo Promove para amenizar os impactos foi a produção de lives para alguns artistas e empresas e uma campanha voltada para a venda de álbuns de fotografias, estratégia que também foi adotada pelo Grupo Euphoria, que conta com a direção de Batista Franco, e que além das fotografias manteve fechando novos contratos de formatura.


Para Batista, além das perdas financeiras, um outro tipo de perda também foi percebido, a perda de talentos.


Para Paulo Josefovicz, responsável pela empresa Portal das Américas e vice-presidente da ABEFORM (Associação Brasileira das Empresas de Formatura), a maior dificuldade enfrentada pelas empresas de eventos é a dificuldade em conseguir linha de crédito junto às instituições financeiras, visto que essas instituições consideram que esse tipo de empréstimo de alto risco devido ao cenário que estamos vivenciando. Como forma de sobreviver à pandemia, o Portal das Américas optou por suspender qualquer investimento que seria feito no futuro e negociar prazos com fornecedores


Para Paulo, esse período contribuiu para que a empresa pudesse identificar pontos de falha e melhoria nos processos, o que proporcionou um aprendizado muito grande para a equipe e que vai servir de direcionamento para as ações futuras.


Como o setor de eventos vem passando por dificuldades, a perda de profissionais qualificados para setores mais atrativos foi um ponto destacado pelo empresário que planeja retomar o plano estratégico da empresa aplicando tudo o que foi aprendido durante estes tempos tão difíceis.


Podemos perceber como a falta de políticas públicas estruturação para o setor atingiu nossos empresários e, consequentemente, todos os profissionais envolvidos.


Para superar que o vem no futuro é preciso preparação, estruturação e apoio por parte dos próprios empresários dentro da associação. Pensar em formas de atuar de maneira conjunta é um a saída para que todos possamos superar essa crise.